quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Yeeeeeeeey gente! Como estão?!
Sim, eu sei... Demorei né?! Pois é... Eis minha nova vida sem computador. Mas até que levo bem viu... Ao invés de ficar por aqui, gasto meus calcanhares pelas calçadas yankees. Hoje vou falar de uma coisa que acho todos tão querendo saber como é: meu trabalho! Essa semana está super pesada por conta dos feriados, o que, de certa forma, me anima para escrever aqui.

Como já sabem, trabalho na Gift Store da Estátua da Liberdade. Sim, eu vendo lembrancinhas para americanos babões que acham que aquela coisa verde, pequena e suja, vulgo Estátua da Liberdade, é a maior das maravilhas do mundo. Como digo, não tiro seus méritos, mas não é nada demais. Sem dúvida alguma, prefiro o Cristo Redentor. Lá na loja tem várias réplicas, ímãs, canecas (atouron), roupas, chaveiros, doces, livros, bolsas, bonés.... Quem gosta dessas tranqueiras, deixa uma grana booooa por lá. Pena que não recebo tips ._. Apesar de sempre ficar em volta para ver se algum dos mãos-de-vaca libera aqueles centavos uaheuaehauhueua brinks.

Saio de casa às 8h20 para chegar na balsa até às 9h30. De lá, Estátua e Ellis Island, a ilha dos imgrantes. Time-in, uniforme, bora trabaiá. Na loja tem muita gringaiada, gente de tudo quanto é tipo, etnia, sotaque...T-U-D-O! Nem sei falar quem foram os mais exóticos que encontrei mas, tirando os brasileiros que me dão abraço de mamãe pelo fato de estar longe de casa, devo dizer que foram dois os que surpreenderam. Primeiro, uma senhora tailandesa. Ela veio conversar comigo numa língua X, mas as palavras que utilizou muito se assemelhavam o inglês, então tentei prestar atenção... Sem sucesso. Até que chegam sua filha e seu marido. A filha morava na Califórnia, e o marido falava inglês. A tal de velhinha chegou até mim com as maiores réplicas da estátua que tem na loja, exibindo-as para mim de forma ofegante (euri). Quando a filha chegou, disse que a mãe queria saber o preço pois estava na dúvida, não sabia qual levar. O engraçado era que a tailandesa falava naquela língua XXXXXXXXX e o marido também, e a filha fazia tradução simultânea (e eu no meio disso, VAI VENDO). E o pior, ELA NÃO SE DECIDIA! Quando decidiu a réplica, ficou em dúvida entre os ímãs. Pô, ficasse com os dois, baratinho! Queria camiseta também. Pronto? Não... Ela AINDA estava em dúvida quanto à réplica. Nesse vai-e-vem, e ela ficava andando loucamente pela loja com as estátuas na mão, fiquei meia-hora com a família ouvindo aquela língua que, confesso, é muito interessante. E, enquanto isso, meu gerente ficava observando aquela muvuca auheuaehauheaheah.

Outro que gostei bastante foi um africano de Mali (costa oeste, se não me engano). Um dos produtos da loja é aquele relógio de bolso que vovôs costumam guardar de recordação. É bem bonitinho, pretendo levar um comigo. O rapaz estava com um na mão e me perguntou o preço, respondi. Logo depois, juntou-se ao meu lado e me perguntou como aquilo funcionava, pois tinha achado bonito e queria levar, mas não sabia sua peculiaridade. Tirei um dos relógios da embalagem e, como a jaqueta do uniforme tem bolso lateral, mostrei ao colega como usar o relógio... E ele ficou bege [?!] com tamanha engenhosidade. Disse que nunca tinha visto um daqueles. Conversamos um pouco, perguntamos os respectivos nomes e localidades. Despediu-se e disse que levaria o relógio. Dei um na embalagem para ir até o caixa, mas queria o aberto. Motivo? "Quero este aqui (aberto) para ficar comigo e lembrar de você quando pegá-lo". Na boa?! Acho que foi a melhor que poderia ouvir como "vendedora". Foi sem malícia alguma, pura simpatia... AMAY!

Quanto ao espaço de trabalho... Logo quando os turistas chegam na ilha, passam em frente à loja que é anexa ao restaurante. Logo, almoçam por lá mesmo. Recebo o equivalente a aproximadamente 7 horas por dia e tenho direito a uma refeição do restaurante (dependendo do que escolher, devo pagar metade do preço, mas nunca passei por isso). Como tenho medinho de comidas americanas (ontem tinha um ser comendo Cheese-burguer com bacon gigante e com batata fritas às 9h da manhã...morri1bj), sempre fico entre salada e sopa. Menos hoje, que foi dia de "christmas lunch party" com boca-livre delicinha. Aliás, e aqueles docinhos hein?! Taquipariu...mara demais! Cheese cake, brownie, cup cake...peguei um cadin de tudo.
Meus gerentes né?! Todos uns xuxuzinhos. Minha favorita é a Alice, da República Dominicana, como todos os outros. Logo, tenho também um curso intensivo de espanhol :B Lá tem muitos funcionários, que se dividem entre latinos e descendentes diretos de latinos. É a massa que menos recebe nesse país (é nessas horas que penso WTF?!, apesar da experiências). Todos sensacionais também, super receptivos e curiosos, sempre querendo aprender algo em inglês. Tem também dois turcos, com quem quero conversar muuuuito ainda! Turquia, todo o meu amor <3

Ah, esqueci. Semana passada chegaram 3 argentinos que trabalham por lá também. Agora somos em 5: 2 em cada loja e 1 na cozinha. Juan, Natalia e Emilia...3 xuxuzinhos. Já estamos bem amigos! O contato é facil devido à semelhança com português, mas em alguns momentos, nas conversas entre eles, falam tão rápido que não entendo absolutamente NADA! Natalia entende bem português, já esteve no Brasil mais de 15 vezes. Juan e Emilia estão aprendendo devagarzinho, mas caminhando xD

Hoje tô na pressinha, espero poder voltar logo com algumas fotos!

E amanhã... Véspera de Natal em Manhattan. Quero nem ver a loucuuuuura que vai ser. Como é meu dia off, vou é pra lá ver essa loucura com meus próprios olhos xD Bem que podia nevar um cadin amanhã né?!

Beeeeeijo gente! Amo vocês, do fundo do meu coração <3

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